CelebridadesCuriosidadeEsporteEventos GeralMundo MúsicaObrasPatrocinadosPolíciaPolíticaSaúdeSocial Tecnologia
Publicidade
Saúde

Pesquisadores da UEPG encontram agrotóxicos banidos em peixes do Alagados

3 de Março de 2021 às 15:51

Pesquisadores da UEPG encontram agrotóxicos banidos em peixes do Alagados
William Clarindo | Fotos: Arquivo pessoal
Pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Química da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) encontraram vestígios de agrotóxicos ilegais em lambaris e suas ovas, na represa do Alagados. Dentre as substâncias encontradas nos peixes está o agrotóxico diclorodifeniltricloroetano, conhecido como DDT, banido no Brasil desde 2009.

As pesquisas são resultado de projetos vinculados ao grupo de pesquisa Química Analítica Ambiental e Sanitária. “A gente vem pesquisando o Alagados desde 2014, quando um aluno de doutorado fez uma pesquisa em relação a determinação de metais pesados nas carpas e carás do Alagados”, lembra o professor Sandro Xavier de Campos, coordenador do grupo. A pesquisa verificou concentrações de chumbo e cádmio nos órgãos desses peixes.

“Mais recentemente, uma aluna de doutorado pesquisou a respeito de agrotóxicos da classe dos organoclorados, que se enquadram à Convenção de Estocolmo em relação à eliminação de poluentes orgânicos persistentes (POPs)”, conta Campos. A pesquisa de Tatiana Roselena de Oliveira Stremel se dedicou a estudar um método analítico para determinar a contaminação de peixes por esses agrotóxicos.

Tatiana iniciou o doutorado em 2013 e sua tese foi defendida em 2018. A coleta realizada na represa do Alagados ocorreu em 2017. “Nós separamos o lambari em três partes: o músculo, a carne mesmo; as ovas e os demais órgãos, que nós chamamos de vísceras”, explica Stremel. A análise realizada confirmou a presença de agrotóxicos organoclorados nos tecidos. “Nas vísceras e nas ovas, a concentração foi maior, pelas próprias características desses tecidos”, complementa.

Apesar das concentrações encontradas estarem dentro dos limites permitidos pela Anvisa e outros órgãos internacionais, os pesquisadores aplicaram um modelo matemático e verificaram que o consumo constante desses peixes colocaria o consumidor em grande risco de saúde. “Esses compostos têm a capacidade de se acumular no organismo e podem ser carcinogênicos”, alerta Stremel.

“O mais alarmante é encontrar esses agrotóxicos de uso proibido há mais de 30 anos”, considera o professor. Conforme Campos, essas substâncias podem entrar no reservatório por várias vias e chegam ao fundo da represa através de sedimentação. “Os peixes vão lá, revolvem o fundo e têm contato com esses compostos. Por isso, o nome de Poluentes Orgânicos Persistentes, que podem ficar por décadas no meio ambiente”, detalha.

Apesar da análise ter focado somente nos peixes, a pesquisa também revela a contaminação da represa. “Nós detectamos esses compostos em partes por bilhão, são quantidades muito pequenas. Mas esses compostos são acumulativos e é essa detecção é preocupante”, adiciona Stremel.
Publicidade

Compartilhe:

Leia também

CMPG aprova crédito adicional R$ 16,9 milhões para construção da Policlínica

Fale conosco

redacao@agora1.info

Previsão do Tempo

Carregando...

Cotação A1

Carregando...

10+ Lidas

1.

CECON Nova Rússia realiza Baile da Mulher Mais Elegante nesta quarta-feira (25)

2.

Operário vence Tombense na Copa Sul-Sudeste e conquista liderança do Grupo A

3.

CMPG aprova crédito adicional R$ 16,9 milhões para construção da Policlínica

4.

Abril terá chuva abaixo e temperatura acima da média na maior parte do Paraná

5.

Julio Kuller se filia ao PL

6.

Com uso do "tatuzinho", Sanepar evita abertura de buracos nas ruas para consertos

7.

Amantes são presos após serem flagrados em relação sexual em cima de túmulo; vídeo

8.

Força integrada contra o crime apreende mais de 1 tonelada de drogas

9.

CECON Nova Rússia realiza Baile da Mulher Mais Elegante nesta quarta-feira (25)

10.

Morre o ator Gerson Brenner, aos 66 anos

Institucional

  • Anuncie Conosco
  • O Portal

Categorias

Redes Sociais

Hospedado por CloudFlash
Desenvolvido por Flize Tecnologia