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Saúde

Hospital Universitário da UEPG inicia mutirão de ortopedia que vai durar seis meses

26 de Novembro de 2024 às 16:31

Hospital Universitário da UEPG inicia mutirão de ortopedia que vai durar seis meses
Foto: Aline Jasper/UEPG
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O objetivo é realizar, ao longo de seis meses, 306 procedimentos de quadril, joelho e mãos, que darão mais fluidez para a fila de espera por cirurgias eletivas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Um esforço organizado das equipes do Hospital da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG) permitiu um mutirão de cirurgias de ortopedia no último final de semana. Nas semanas anteriores, aconteceram as consultas de triagem e anestesia. O objetivo é realizar, ao longo de seis meses, 306 procedimentos de quadril, joelho e mãos, que darão mais fluidez para a fila de espera por cirurgias eletivas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O mutirão não interfere na rotina do Centro Cirúrgico do HU porque as cirurgias estão sendo feitas aos fins de semana. No ritmo normal do CC, em que também acontecem outros procedimentos eletivos e emergenciais (o HU é referência para cirurgia geral, ortopédica, pediátrica, otorrinolaringologia, ginecológica, vascular, entre outras), o hospital tem registrado, todos os meses, números recordes de cirurgias.

Atender em seis meses a quem aguardou por até seis anos: esse é o objetivo do mutirão. "A universidade inova ao optar por atender às cirurgias ortopédicas em um mutirão inédito. Nos 14 anos de existência do Hospital Universitário da UEPG, este é o primeiro mutirão de ortopedia: um dos mais complexos e uma das maiores listas de espera por cirurgias eletivas”, destaca o reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto.

“A UEPG está fazendo isso otimizando os recursos financeiros já destinados para o hospital, ou seja, sem aumentar as despesas do nosso HU. É uma forma de retribuir para a população naquilo que ela mais precisa”, complementa.

Roselene Mattos passou pela cirurgia de descompressão da Síndrome do Túnel do Carpo. Cozinheira, ela utiliza as mãos para trabalhar e sentia muitas dores, principalmente à noite. “Atrapalha muito para trabalhar, para dormir é um sacrifício… dói tudo, levanta tudo amortecido. A dor também incomoda. É bem difícil. Agora, é só felicidade por poder finalmente retomar a qualidade de vida", disse.

De acordo com o último relatório da Secretaria de Estado da Saúde, o Paraná continua avançando quando o assunto é cirurgia eletiva, chegando à marca de 442.259 procedimentos de janeiro a agosto de 2024. São 1.819 cirurgias por dia, 75 por hora. Mesmo ainda sem contabilizar os quatro últimos meses do ano, o número de eletivas já pode ser considerado o maior registrado nos últimos 10 anos.

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