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Empresario é preso pelo Gaeco suspeito de fraudar medicamentos

17 de Fevereiro de 2016 às 05:24

O (Gaeco) fez a apreensão nessa nesta terça-feira (16) o empresário José Edson Rinaldi, dono da Tolemed, empresa de medicamentos com sede em Toledo, no oeste do Paraná, suspeita de adulterar embalagens de medicamentos.  O mesmo laboratório é investigado por participar de licitações supostamente fraudulentas envolvendo prefeituras da região. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa do suspeito. De acordo com o delegado Thiago Nóbrega de Almeida, além de estelionato, os responsáveis deverão responder por crime ambiental, já que também nesta terça os policiais descobriram o descarte irregular de medicamentos em uma propriedade rural. Parte dos remédios, que deveria ser entregue gratuitamente em postos de saúde, vinha sendo comercializada em farmácias de Toledo com as embalagens adulteradas. Ainda segundo o delegado, o próximo passo será identificar quais estabelecimentos comerciais adquiriam os medicamentos desviados e se faziam parte de lotes que deveriam ser fornecidos a prefeituras da região.

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Nesta terça-feira (16), agentes do Gaeco encontraram medicamentos queimados e enterrados em uma vala no sítio do empresário de Toledo preso (Foto: Gaeco / Divulgação)

A ação faz parte da Operação Panaceia, que investiga supostas irregularidades em contratos na área da Saúde na região segundo informações do G1. Outras ações desencadeadas em Ibema, Corbélia e Santa Tereza do Oeste resultaram nas prisões de empresários, secretários municipais, servidores e prefeitos.
Desde o início de 2015 ao menos 20 municípios vêm sendo investigados por problemas na contratação de fornecedores e de prestadores de serviços. Ao G1, o advogado Igberto Fantin adiantou que o empresário preso nega ter fraudado as embalages de medicamentos e a prática do crime ambiental. A defesa garantiu ainda que deve solicitar à Justiça a liberdade provisória do dono do laboratório investigado.

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Segundo o Gaeco, parte do medicamento apreendido deveria ser entregue gratuitamente em postos de saúde (Foto: Gaeco / Divulgação)

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